segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Os 10 restaurantes portugueses com Estrelas Michelin

Restaurante com **


Albufeira | Vila Joya



Restaurantes com *


Almancil | Amadeus & Henrique Leis & São Gabriel
Amarante | Largo do Paço (Casa da Calçada)
Armação de Pêra | The Ocean (Vila Vita Parc)
Cascais | Fortaleza do Guincho
Coimbra | Arcadas da Capela (Quinta das Lágrimas)
Lisboa | Tavares
Funchal | Il Gallo d'Oro
Quarteira | Willie's

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Parque Nacional Peneda-Gerês

O Parque Nacional Peneda-Gerês (PNPG), foi considerado recentemente como uma das 7 maravilhas de Portugal. Criado em 1971, é a única área protegida nacional, classificada como Parque Nacional. Respirar ar puro, relembrar tradições, descobrir paisagens e encontrar cascatas, aldeias, pontes, marcos miliários, barragens, termas, espigueiros, a fauna e flora diversificada, podem ser alguns dos motivos que nos levarão à descoberta deste paraíso português.

A aldeia submersa

Em Maio de 1972, foi inaugurada na freguesia de São João do Campo, a barragem de Vilarinho das Furnas. Com a construção desta barragem os habitantes de uma pequena aldeia, foram obrigados a mudar de terra. Despida de habitantes, Vilarinho das Furnas ficou submersa.

Contudo, na margem direita do rio Homem, quando o nível da água se encontra baixo, ainda conseguimos ver Vilarinho das Furnas. A barragem é o ponto de partida e o caminho a percorrer é de terra. A caminhada demora alguns minutos mas a beleza do meio envolvente e do destino compensa o esforço!

Descendo, até ao que resta da aldeia invadida por lama e água, fazemos das janelas portas, subimos às poucas paredes que estão de pé e tentamos imaginar como seria a vida naquela aldeia. Já não há telhados, vidros nas janelas, jardins ou caminhos. Existem apenas os alicerces da aldeia: as pedras, que esconderam os segredos das pessoas que ali habitavam, os troncos das árvores, que nos relembram a vida que ali existia, e a água, que não nos desvenda a beleza tragada.

Saber como era esta aldeia e quais eram os hábitos culturais, só é possível se visitarmos o Museu de Vilarinho das Furnas. Aqui, encontramos o ponto de partida para a descoberta da aldeia submersa.

O Abocanhado

Na aldeia de Brufe, situada em plena serra Amarela, perto de Vilarinho das Furnas, existe o restaurante ideal para apreciar a gastronomia típica de Terras de Bouro.

António Portugal e Manuel Reis foram os dois arquitectos responsáveis pela construção deste restaurante. Enquadrado na paisagem, O Abocanhado, ganhou dois prémios internacionais de arquitectura, em Miami e Londres. No seu interior, encontramos os móveis desenhados por Álvaro Siza Vieira e uma paisagem deslumbrante, que pode ser apreciada enquanto nos deliciamos com a típica carne barrosã ou o bacalhau com migas.

Este é o local ideal para relaxar e usufruir dos 5 sentidos, assim como nos sugere o site do restaurante - Brufe, terra dos sentidos: dos Sabores, das Cores, dos Aromas, dos Silêncios e dos Afectos.

Mata da Albergaria

A ligar Bracara Augusta (Braga) e Astvrica Avgvsta (Astoga), existe um percurso conhecido como a Geira. A Geira é uma estrada militar que foi construída na época dos romanos e que permitiu encurtar distâncias entre as cidades. Ao longo do caminho, foram colocados marcos miliários que permitiam, através das epigrafes, saber as distâncias percorridas. Para quem não quer andar a pé, o percurso pode ser feito de carro. Para isso, é necessário pagar 1,5€ . Adquirindo assim o privilégio de percorrer a via romana XVIII, localizada em plena Mata da Albergaria, e observar de perto o carvalhal secular, os marcos miliários e a fauna, que poderá cruzar-se connosco a qualquer momento.


Um banho de água quente


Do outro lado da fronteira, já em Espanha, existe uma localidade que se chama Torneiros. Depois de um dia cansativo, espera-nos uma piscina de água quente ao ar livre! A nascente de água quente não enche só a piscina como desagua no rio, misturando-se a água quente com a água fria. No rio ou na piscina, o mais importante é relaxar e desfrutar da paisagem - faz bem ao corpo e ao espírito!




Fotos PNPG: Artur Fernandes
Foto de Vilarinho das furnas: Jorge Castro
Outras fotos: Autor desconhecido

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Animação sobre Anne Frank

Esta animação é um resumo da história de Anne Frank. Este ano irá ser lançada a sua biografia, que será publicada inicialmente na Holanda, seguindo-se os Estados Unidos da América, Canadá, Alemanha, Itália, Espanha, Grã-Bretanha e França. Esperemos que, em breve, Portugal também tenha esse privilégio.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

O ouro branco de Wielizcka

No sul da Polónia, perto de Cracóvia, existe uma mina que conta a sua história através de várias figuras feitas de sal, outrora considerado o ouro branco da Polónia.

Um roteiro turístico é elaborado dentro da mina e ilustra-nos o desenvolvimento das técnicas de mineração, do século XIII até aos nossos tempos. Para se iniciar a visita é preciso descer 378 degraus pelas escadas feitas de madeira. A pouco mais de 64 metros abaixo da superfície, as visitas iniciam-se com a apresentação da mina junto à estátua de uma das primeiras pessoas a visitar a mina de sal de Wieliczka: Nicolaus Copernicus.De galeria em galeria, através de estátuas que representam várias personalidades, fica-se a conhecer muitas histórias. Uma delas é sobre a aliança, que apareceu miraculosamente na mina de Wieliczka depois de ter sido atirada pela princesa húngara Kinga, casada com o príncipe polaco Boleslau, numa outra mina situada na região de Marmaros.

Neste primeiro nível também se abordam temas como o perigo do metano acumulado na mina e o transporte de sal entre as galerias subterrâneas, afigurado por diferentes estátuas como as carroças de madeira, os cavalos e os barris utilizados nas diversas escavações.
Já no segundo nível, a mais de 90 metros de profundidade é possível observar como se faz a drenagem da água da mina para a superfície e encontrar vários anões a representar as diferentes funções dos mineiros. Algumas galerias reproduzem os locais onde os funcionários supervisionavam o trabalho e guardavam ferramentas, mapas e luzes, e, outras apresentam capelas com altares. Uma deslumbrante imagem de Cristo crucificado, o Sagrado coração de Jesus, as cenas do novo testamento nas paredes, o relevo da Última Ceia e a estátua de João Paulo II são algumas das fascinantes figuras que embelezam a mais emblemática capela da mina, a capela da Santa Kinga. Estes eram locais sagrados para os mineiros, pois era aqui que eles rezavam pela sua segurança dentro da mina.


Lagos de sal, o transporte de sal modernizado, a galeria onde foi feito o primeiro voo subterrâneo de balão, que entrou para o Livro de Records do Guinness, salas de eventos e de exposições, são outros exemplos dos extraordinários espaços da mina de sal.
A visita termina no restaurante Witold Budryk onde se pode relaxar e ter uma refeição, sendo também possível comprar alguns souvenirs feitos de sal, para mais tarde recordar.



A 135,6 metros subterrâneos existe o elevador que levará os turistas até à superfície da mina de sal de Wieliczka, classificada em 1978 como Património Mundial, pela Unesco.


Fotos: Autor desconhecido

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Parque Natural dos Lagos de Plitvice

Explorar um ambiente natural onde a quietude impera e a transparência das águas se enaltece, é o sonho de qualquer ser humano que quer fugir à rotina. Ao caminhar pelos passadiços de madeira, subir as colinas ou atravessar os lagos de barco, consegue-se observar a água transparente e os peixes a nadar perto de nós, espreitar a elegância das cascatas e respirar a tranquilidade, que só os lagos de Plitvice nos podem transmitir.
Na Primavera, depois da época de chuva e neve, as cores enobrecem a paisagem e convidam à descoberta das diferentes espécies de plantas. No inverno, os lagos são invadidos por um manto branco. A neve convida a uma visita ao centro de ski de Plitvice e a realizar caminhadas pela paisagem branca.


Subir até Medvjeđak e observar os lagos de um ponto mais elevado é um privilégio. Pelo caminho descobrem-se diferentes espécies vegetais e animais do parque. Veados, raposas, javalis, diversas aves raras, morcegos e ursos são alguns dos animais que ali habitam.

O Parque Natural dos Lagos de Plitvice fica perto da fronteira com a Bósnia-Herzegovina, na Croácia e, em 1979, foi classificado como Património da Humanidade, pela Unesco. Para visitar é necessário adquirir um bilhete, que para os hóspedes dos hotéis do parque são válidos durante vários dias. Com a compra dos bilhetes estamos a ajudar a preservar, conservar e a garantir a manutenção do parque, assim como, podermos andar de barco ou autocarro para os vários pontos dos dezasseis lagos, sem qualquer custo adicional.


Ficaram com vontade de mergulhar? É proibido!


Fotos: Autor desconhecido

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Turismo Trágico

Ataques terroristas, desastres nucleares, exterminação humana e desigualdade social, são alguns dos acontecimentos que constroem os locais de Turismo Trágico. Milhares de pessoas costumam viajar todos os anos para observarem in loco o que aterrorizou, num passado longínquo ou recente, o seu semelhante. São locais impossíveis de descrever, repletos de história e memória, que causam experiências surreais.

Percorrendo Auschwitz-Birquenau, na Polónia, os olhares esfriam perante restos de cabelos, malas, sapatos e centenas de fotografias dos milhares de judeus e ciganos exterminados, a mando do chanceler alemão Adolf Hitler. Num olhar mais sereno, o holocausto está representado na Holanda, no Museu de Anne Frank, onde a jovem escreveu um diário, repleto de memórias do tempo em que esteve escondida no Anexo Secreto.

Como Anne Frank, muitas outras personalidades de relevância cultural marcam alguns locais como produtos turísticos de interesse. O conhecido cemitério do Père-Lachaise, em França, tem milhares de visitas todos os anos porque sepulta grandes nomes como o compositor Frédéric Chopin e os cantores Edith Piath e Jim Morrison. Já na América, o Cemitério Nacional de Arlington, Virgínia, ocupa uma extensa área verde, onde descansam milhares de veteranos das guerras americanas. Aqui, os visitantes procuram o túmulo do presidente John Kennedy e o Túmulo ao Soldado Desconhecido, onde repousam três soldados incógnitos.

Os campos de batalha (Hiroshima), as catástrofes naturais (Tsunami na Tailândia), as lendárias prisões (Alcatraz) e os ataques terroristas (World Trade Center), também são atracções turísticas muito procuradas. A tortura, a dor, a tragédia e o genocídio, são algumas das palavras comuns aos que são considerados locais de turismo trágico.

Em 1986, o maior acidente nuclear de sempre matou milhares de pessoas na cidade de Chernobyl, Ucrânia. São 30km contaminados pela radioactividade, que só poderão ser habitados daqui a umas centenas de anos e que requer, em determinados locais, uma indumentária vedada para os visitantes. Chernobyl é agora uma cidade fantasma. Na localidade de Prypiate, os turistas curiosos encontram edifícios cobertos de cinza, veículos destruídos, escolas e hospitais abandonados às pressas pelos habitantes, bem como animais e algumas pessoas que, mesmo expostas à radiação elevada, não quiseram abandonar as suas terras e dão o seu testemunho real aos interessados.

É ao ouvir a descrição das tragédias na primeira pessoa ou “ver com os próprios olhos”, que o turista consegue compreender melhor a relevância social e cultural destes locais. No Brasil o número de pessoas que querem visitar as favelas tem aumentado. São sítios de pobreza e violência, que nada impedem a organização de visitas. Rocinha no Brasil, Petare na Venezuela e os bairros sociais da Índia, são os locais onde existe uma desigualdade social elevada, tornando-os por isso os mais relevantes para visitar.

Substituir o típico destino paradisíaco, por um destino onde se destaca o sofrimento é uma escolha que implica uma reflexão sobre o sofrimento e também o respeito pelo local visitado. O turismo trágico centra-se numa temática de fatalidade e é praticado pelo seu interesse histórico-cultural, por pessoas do mundo inteiro. Não será o turismo trágico uma forma de relembrar a nossa história?